O início da saga StartUp(a) - Introdução


"Dizem que o segredo é a alma do negócio, mas penso, que a troca de informações úteis e a constante mudança e adaptação às necessidades dos millennials são sim, a alma dos negócios do século XXI"

Telma Castro - Founder Do Backpack

 

 

Olá a todos, neste blog irá estar plasmada a odisseia que foi para mim criar a Do Backpack, as aventuras e os fails (sobretudo fails…).

Preciso de fazer um pequeno warning por favor não se guiem por este blog como se fosse uma bíblia ou um manual do Prof regente, olhem mais para isto como aqueles apontamentos fixes, super práticos, que andam a circular sempre nos mercados negros das faculdades e que safam sempre uma noite antes do exame com muito red bull! 

Começo então por fazer um pequeno enquadramento na primeira pessoa, para melhor compreenderem o meu background académico e pessoal.

Desde criança que sempre fui rodeada por família e amigos que me descrevem com uma pessoa criativa, que gosta de “inventar”, que tem sempre uma posição muito firme em relação às suas opiniões (mesmo que muito frequentemente esteja redondamente errada!) e que não sabe ouvir um não!

Com os meus tenros 14 anos, convicta de que era uma pessoa criativa e decidida no momento de escolher a área de estudos do ensino secundário, tive a ousadia de ir para artes. Escusado será dizer que no final do 10º ano tinha chumbado a matemática, desenho e geometria descritiva e mais o quê? Pois claro, oficina das artes!

Parecia que, subitamente, toda minha existência tinha sido baseada num erro!  Afinal não era uma pessoa criativa, mas sim sonhadora, sem ter os pés assentes no chão e de aí em diante  comecei a receber duras críticas dos meus avós e dos meus pais, críticas intemporais, daqueles clássicos que com toda a certeza vocês também os ouviram: “queres é dado e arregaçado”! 

Frustrada com o facto de já não ser considerada artista, porém oriunda de uma família de artistas - por isso juntava-se ao rol de críticas o facto de ser a ovelha negra da família… decidi continuar os meus estudos em áreas académicas mais clássicas, que não permitiam de todo, uma visão mais inventiva dos factos, e o que é certo é que os meus anos de estudante universitária foram - à falta de melhor palavra - miseráveis! 

Afinal o que era mais grave e me atormentava e me tirava o sono à noite, era o facto de não ter descoberto a minha vocação. Aquele calling que os mais sortudos sentem desde pequeninos e sabem logo o que gostariam de fazer profissionalmente. 

Eu não sabia. Andava à deriva, no entanto sempre tive o discernimento necessário para nunca fazer nada que me fechasse portas no futuro, até que um dia decidi afastar-me de tudo o que me era familiar e confortável, decidi mudar de país.  E foi aí que recebi uma visita inesperada. A criatividade voltou a bater-me à porta, desta vez, disfarçada de furto.

E foi aqui, neste momento, que tudo mudou...

2 comments

  • Rui Salgado

    Concordo 100% o que precisamos é de mais pessoas que partilhem e troquem ideias. Precisamos todos uns dos outros.

  • Fernanda

    Finalmente alguém que fala de forma clara e acessível a todos, sobre estes assuntos tão relevantes actualmente e sempre com um pedacinho de humor. Obrigado pelo seu post!

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