Capítulo III - PROGRAMAS 1a Parte


No desenrolar, do moroso trabalho de parto das mochilas, decidi como qualquer futura mamã aproveitar o tempo livre para me preparar para o que aí vem.

Esta era uma gravidez de alto risco. Não era preciso médico para diagnosticar, que a minha vida, tal como a conhecia estava em cheque, sentia-o nos meus ossos!

Voltei então a…? Pesquisar… mais uma vez. Desta vez precisava de: logotipo, 3 tipos de etiquetas (de informação têxtil, de tecido e de papel), site, facebook e instagram.

Ali estava, novamente a batalhar contra quimeras, possuindo zero conhecimentos técnicos de programação ou de design! Mais uma vez valeram-me os amigos, o google e o meu mais recente irmão  de armas - o youtube.

Saí definitivamente de França em Outubro, vim para Portugal enquanto as mochilas estavam na barriga de aluguer, passei de Outubro até Dezembro os dias inteiros, INTEIROS, e quando digo inteiros não são as corriqueiras 8h/dia das 09:00 - 18:00.

São dias em que desde que acordo, como e passeio o cão, até ficar cheia de dores de cabeça por não conseguir estar mais à frente de um computador lá para as 03:00 da manhã, estive a papar literalmente todos os tutoriais do youtube relativos a estes assuntos.

Não me chegava um só monitor, precisava agora de dois computadores. Um para ver tutoriais, sobre tudo e mais alguma coisa, desde a instalação de programas, tipo: photoshop, after effects, final cut pro entre mais uns quantos, até às instruções de configuração (e alguma programação) de templates de web design.

 

O primeiro passo, foi o logotipo. E como todas as tarefas anteriores, também esta foi penosa.

Como conhecia várias pessoas que andaram em cursos relacionados com artes gráficas, designers, decoradores, arquitectos e so on, e como acredito piamente que a solução (mais fácil) para todos os nossos problemas é o outsourcing, achei que veria o meu problema resolvido se lançasse uma logothon (logotipo + marathon) em que propunha a vários interessados, que me apresentassem ideias para um possível logotipo.

Isto à primeira vista pareceu-me uma belíssima ideia! Afinal, tinha conseguido colocar não sei quantas pessoas a “trabalhar” para mim, a apresentarem-me sugestões de logotipos, e no final eu só teria de pagar efectivamente, à pessoa que me apresentasse a minha proposta preferida!

Pois, não correu bem assim…

Recebi propostas, que tenho quase a certeza que foram realizadas por crianças de 4 ou 5 anos ali no intervalo da escola, outras, não eram más de todo, mas também não eram nada que para mim fizesse sentido enquanto logo.

Então decidi eu, criativa em ascensão, wanna be designer, que conseguiria fazer alguma coisa que melhor se enquadrasse no estilo de marca que pretendia criar.

Este é o momento em que estão a pensar: “que espalhanço ao comprido….” mas devido a uma intervenção divina até não foi um caos completo!

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